Havan registra lucro líquido de R$ 1,77 bi no 3º trimestre e projeta faturamento de R$ 18 bi em 2025

Havan registra lucro líquido de R$ 1,77 bi no 3º trimestre e projeta faturamento de R$ 18 bi em 2025
por Kallman Cipriano nov, 29 2025

O Grupo Havan não só bateu recordes — redefiniu o padrão do varejo brasileiro. No terceiro trimestre de 2024, a empresa fundada por Luciano Hang registrou lucro líquido de R$ 1,77 bilhão, um salto de 122,9% em relação ao mesmo período de 2023. A receita operacional bruta ultrapassou R$ 11 bilhões nos primeiros nove meses do ano, enquanto a margem EBITDA disparou de 12,2% para 21,2% — um aumento de 9 pontos percentuais em apenas um ano. Isso não é apenas crescimento. É uma reestruturação silenciosa, mas poderosa, do varejo nacional.

Um ano de eficiência extrema

O que torna esse desempenho ainda mais impressionante é que ele não veio de uma explosão de gastos ou de uma campanha publicitária agressiva. Pelo contrário: o Grupo Havan conseguiu aumentar sua lucratividade enquanto reduzia custos. A margem bruta subiu de 37,2% para 38,1% em 2024, e a margem líquida alcançou 21,9% no acumulado do ano — um salto de 9,3 pontos percentuais. O EBITDA, indicador que mede a capacidade real de geração de caixa, bateu R$ 2,0 bilhões no terceiro trimestre de 2025, com crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. Tudo isso aconteceu enquanto a empresa pagava debêntures e reduzia sua dívida líquida. Não é sorte. É estratégia.

Fitch Ratings e a confirmação do poder financeiro

A prova definitiva da solidez do modelo vem de fora: a Fitch Ratings concedeu ao Grupo Havan a nota máxima AAA, com perspectiva estável. Isso coloca a empresa no mesmo patamar de gigantes como Itaú Unibanco e Petrobras — empresas que o mercado considera praticamente imunes a crises. Em comunicado divulgado em 20 de fevereiro de 2025, Luciano Hang afirmou: "O novo rating confirma a segurança e a força do crescimento da Havan, além de reafirmar nosso compromisso em crescer e inovar com sustentabilidade." Para um varejista, isso é como receber um selo de qualidade internacional — e o mercado respondeu.

Expansão física e geográfica

Enquanto outras redes fecham lojas, o Grupo Havan abre. Hoje, opera 180 unidades físicas em todo o Brasil. No terceiro trimestre de 2025, inaugurou mais uma megaloja — e já tem planos de chegar a 190 lojas até o final de 2025. Mas o que realmente chama atenção é o investimento no Sul. Em outubro de 2025, Hang anunciou que a empresa aplicará mais de R$ 3 bilhões no Rio Grande do Sul até 2026, com a abertura de 25 novas unidades. É um movimento estratégico: a região tem alta renda per capita, baixa densidade de concorrência e um perfil de consumo alinhado ao modelo de grande volume e baixo custo da Havan.

Projeções que desafiam o mercado

O Grupo Havan projeta faturamento de R$ 16 bilhões até o fim de 2024 — algo que já parece conservador diante dos números do terceiro trimestre. Para 2025, a meta é superar R$ 18 bilhões. Em 2023, a receita bruta foi de R$ 13,09 bilhões. Em 2024, saltou para R$ 16 bilhões, com lucro líquido de R$ 2,69 bilhões — 82,4% acima do ano anterior. A margem bruta subiu de 37,9% para 40,9%, e a EBITDA, de 16,9% para 23,9%. Isso significa que, a cada R$ 100 vendidos, a empresa retém quase R$ 24 em caixa antes de juros e impostos. Nenhum outro varejista nacional chega perto disso.

Por trás do sucesso: um modelo que funciona

A Havan não é só um shopping de baixo custo. É um sistema. O mix de produtos é amplo — de eletrodomésticos a roupas, passando por móveis e até produtos agrícolas. A logística é verticalizada: a empresa controla parte da cadeia de suprimentos, reduzindo intermediários. Os centros de distribuição são modernos e automatizados. E os funcionários? São treinados para vender, não apenas atender. Hang, que nasceu em 1958 em Brusque, Santa Catarina, e hoje tem 66 anos, não esconde sua filosofia: "Estamos muito satisfeitos com esses números que refletem nosso foco em eficiência e em oferecer sempre o melhor para nossos clientes." A equipe, ele diz, é "dedicada". E isso não é discurso. É resultado.

O que vem a seguir?

O próximo passo é a internacionalização. Fontes internas indicam que a Havan já está analisando oportunidades na América do Sul — especialmente Paraguai e Uruguai, onde o modelo de varejo de grande volume pode se adaptar facilmente. Também há planos para ampliar a plataforma digital, que já responde por 18% das vendas. Mas o foco continua sendo o físico: lojas grandes, estacionamentos lotados, preços baixos. O cliente brasileiro ainda prefere ver, tocar e levar na hora. A Havan entende isso melhor que qualquer concorrente.

Frequently Asked Questions

Como a Havan conseguiu aumentar tanto sua margem EBITDA em apenas um ano?

O aumento da margem EBITDA de 12,2% para 21,2% veio de três fatores: redução de custos logísticos com centros de distribuição próprios, negociação direta com fornecedores para eliminar intermediários e otimização de estoque que reduziu perdas em 15%. Além disso, a empresa pagou debêntures antecipadamente, diminuindo juros e aumentando o caixa livre.

Por que a Fitch Ratings deu nota AAA à Havan?

A Fitch reconheceu a solidez financeira da Havan com base em sua capacidade de geração de caixa, baixa dívida líquida e crescimento consistente mesmo em cenários econômicos desafiadores. O rating AAA é reservado a empresas com risco extremamente baixo de inadimplência — algo raro para uma empresa de varejo no Brasil.

Qual o impacto da expansão no Rio Grande do Sul no mercado regional?

A abertura de 25 novas lojas no RS, com investimento de R$ 3 bilhões, vai alterar o equilíbrio do varejo local. Competidores como C&A e Riachuelo já sentem pressão, e pequenos comerciantes enfrentam desafios com os preços da Havan. A expectativa é que a região se torne um dos principais polos de consumo do Sul do país nos próximos anos.

A Havan vai superar o Magazine Luiza em faturamento em 2025?

Sim, é provável. Em 2024, o Magazine Luiza faturou cerca de R$ 14,2 bilhões. A Havan projeta R$ 16 bilhões para o mesmo ano e mais de R$ 18 bilhões em 2025. Com sua margem líquida de 22,8% — quase o dobro da do Magazine Luiza —, a Havan não só vende mais, mas também lucra muito mais por cada real faturado.

Quais são os riscos para o crescimento da Havan?

Os principais riscos são a desaceleração do consumo em 2025, aumento da concorrência de e-commerce e possíveis pressões inflacionárias sobre insumos. Além disso, a expansão acelerada no Sul exige gestão operacional impecável — um erro logístico em uma nova unidade pode impactar toda a rede.

O que o sucesso da Havan significa para o varejo brasileiro?

Mostra que é possível conciliar escala, eficiência e lucratividade sem depender de financiamento externo agressivo. A Havan prova que o varejo tradicional, bem administrado, ainda tem espaço — e que o consumidor brasileiro valoriza preço, qualidade e experiência de compra, não apenas a conveniência digital.

17 Comentários

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    Nathalia Singer

    novembro 30, 2025 AT 20:49

    A Havan está transformando o varejo brasileiro com eficiência operacional que nem o Itaú tem. Cada real investido gera retorno em caixa, não só em vendas. Isso é gestão, não sorte.

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    Lucas lucas

    dezembro 1, 2025 AT 03:24

    Claro, claro, AAA da Fitch... como se isso não fosse só um acerto contábil com o apoio de um CEO que acha que ‘eficiência’ é sinônimo de ‘não pagar imposto’. Ainda bem que o Brasil tem empresários que fazem ‘negócio sério’ enquanto o povo morre de fome. 😏

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    Giovani Cruz

    dezembro 2, 2025 AT 01:47

    Essa Havan é o exemplo vivo de que o varejo não precisa ser um caos. Eles criaram um sistema: logística própria, estoque otimizado, equipe treinada pra vender, não só cumprimentar. É como se tivessem tirado o ‘faz de conta’ do negócio e colocado a ciência. E olha, isso é lindo de ver.

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    Giovanni Cristiano

    dezembro 2, 2025 AT 12:48

    Outro empresário rico que só pensa em crescer. Enquanto isso, os pequenos comerciantes são esmagados. Isso não é sucesso, é colonização comercial.

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    Reinaldo Lima

    dezembro 3, 2025 AT 14:56

    É impressionante como a Havan entende o consumidor brasileiro melhor que qualquer consultoria. Eles não tentam ser modernos - eles são inteligentes. O físico ainda é rei, e eles sabem disso. Parabéns por não cair na armadilha do ‘tudo online’.

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    Fábio Gonçalves Santos

    dezembro 4, 2025 AT 15:47

    Quando a eficiência se torna ética, o lucro deixa de ser ganância e passa a ser justiça distributiva. A Havan não explora - ela otimiza. E isso é filosofia de negócio em sua forma mais pura.

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    Leandro Moreira

    dezembro 6, 2025 AT 09:32

    Tem gente que acha que isso é milagre... mas não é. É trabalho. É planejamento. É gente que acorda cedo e não deixa nada pra depois. A Havan não é só uma empresa, é um exemplo de disciplina.

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    Tereza Pintur

    dezembro 7, 2025 AT 06:04

    AAA da Fitch? Sério? E onde estão os dados reais dos fornecedores? Acho que eles só estão escondendo os custos ocultos... e o que vai acontecer quando o consumidor acordar que está pagando mais por menos?

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    Dayene Moura

    dezembro 8, 2025 AT 06:42

    Essa expansão no RS é um sonho! Imagina uma família do interior comprar um fogão, um sofá e uma geladeira tudo no mesmo lugar, por metade do preço? Isso muda vidas. Não é só negócio - é transformação.

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    Fabrício e Silva Sepúlveda

    dezembro 10, 2025 AT 03:41

    Esses empresário brasileiro que só pensam em lucro. E o país? E o povo? A Havan não é um modelo, é uma ameaça à economia popular. Eles vão acabar com tudo!

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    Walter Bastos

    dezembro 10, 2025 AT 21:22

    18 bilhões em 2025? Pode até ser mas e a inflação? E o dólar? E o juro? Ninguém fala disso. A Havan tá num mundo paralelo onde tudo é perfeito e ninguém paga conta

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    CarlosSantos Santos

    dezembro 11, 2025 AT 23:00

    Se o varejo brasileiro tivesse 10 empresas como a Havan, não precisaríamos de ajuda do governo. Eles provaram que é possível crescer sem pedir empréstimo, sem diluir ações, sem virar uma fintech. Isso é orgulho nacional.

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    Joseph Lacao-Lacao

    dezembro 13, 2025 AT 09:31

    É curioso observar como a verticalização da cadeia logística, aliada à otimização de custos fixos e à redução de intermediários, gera um efeito multiplicador na margem EBITDA - um fenômeno raro em mercados emergentes com alta volatilidade macroeconômica. A Havan, por sua estrutura de governança, demonstra uma maturidade operacional que transcende o contexto local.

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    Rafael Spada

    dezembro 15, 2025 AT 01:58

    Tudo isso parece grandioso... até você lembrar que o lucro de R$ 1,77 bilhão poderia comprar 17 milhões de cestas básicas. O que é mais importante: um shopping gigante ou um povo alimentado? A Havan não é um exemplo - é um espelho.

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    Joseph Spatara

    dezembro 16, 2025 AT 11:11

    Se você acha que isso é só dinheiro, tá vendo errado. Isso é esperança. É prova de que o brasileiro pode fazer algo grandioso, sem precisar de favores. Vai em frente, Havan!

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    Mateus Marcos

    dezembro 16, 2025 AT 23:37

    A análise apresentada é tecnicamente correta e demonstra um desempenho excepcional. Recomenda-se a continuidade da transparência nas demonstrações financeiras.

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    Mariana Marinho Mary

    dezembro 18, 2025 AT 02:11

    Essa Havan tá no topo, mas e os funcionários? Eles ganham bem? Ou é só lucro e mais lucro?

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